Se o aroma sanguíneo de cedro do Cosmic Americana e o brilho cintilante do Neo-Psych Rock o acompanharam nos últimos anos, é bem provável que já se tenha cruzado com os Silver Synthetic. Os membros da banda de Nova Orleães abandonaram os riffs mais sujos dos seus projetos anteriores (Jeff The Brotherhood, Bottomfeeders) em favor de uma sonoridade da Costa Oeste que equilibrava o twang country e harmonias melífluas com um batimento rítmico que derrapava pelas colunas com entusiasmo. Um álbum homónimo na Third Man destilou por completo a amplitude do seu som, transformando baladas gastas pelos palcos e explosões de bar num dos debuts mais promissores de 2021. Regressam agora com uma segunda investida, aperfeiçoada com uma simbiose de tour e algumas participações de peso de guitarristas do sul, Luke Schneider (pedal steel) e Rex Gregory (saxofone, flauta). Em Rosalie, os Silver Synthetic refinam o seu som, suavizam a abordagem e deixam uma brisa de AOR dos anos 70 entrelaçar-se com o desembaraço country. Entre riffs bronzeados, a banda equilibra também o desgaste social com raios de sol, transformando escárnios e desdéns em suspiros envoltos em fumo e numa aura de janelas abertas. Chegam agora à Curation Records para este novo trabalho, um porto acolhedor para o Americana banhado de sol da banda, transformando os Byrds de 'Preflyte', os grooves de JJ, o Neil virado para a praia e os Dire Straits da era 'Water of Love' num álbum que suaviza as costuras e conduz o ouvinte rumo a novos horizontes.